Templates da Lua

La Belle de Jour

Marcela Nobre Cruz,
A Bela das Tardes,
em plena crise dos 20 anos,
estudante de Jornalismo,
aspirante a escritora,
colunista, blogueira,
Julieta, pedestre,
apaixonada, sonhadora e capricorniana.

La Belle de Jour é o lugar
onde uma garota descobriu que
sua alma podia ser tão linda
quanto todas as tardes.




Meu perfil

BRASIL, Sudeste, ARACATUBA, Mulher, de 20 a 25 anos, Livros, Informática e Internet, Música

Histórico

+ veja mais

Outras Frequências

XML/RSS Feed
O que é isto?

Visitante Número

05/04/2008

Mesmo que mude

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Para conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que 
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


Escrito por La Belle às 08h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

04/04/2008

Possibilidades e epifanias

“Há alguns dias, Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus – enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor.”

 
Quando coloquei os pés naquele churrasco e o vi, aquele rosto anônimo rodeado de rostos conhecidos, sentei, sorrindo, depois de dar oi a todos e falando alguma dessas bobagens que a gente fala ao chegar - e os outros riem, e nos sentimos acolhidos na turma de cinco amigos em meio a doze milhões de desconhecidos -, não percebi o que estava para acontecer. Achei-o bonito, ponto. E pensei – no momento em que puxava a cadeira para sentar-me – quem é esse moço bonito que eu não conheço, em meio aos outros que conheço tanto?
A primeira impressão é a que fica. No meu caso, para trás. A imagem inicial que tenho de pessoas e lugares não tem nada a ver com a que se constrói depois de um tempo. Se naquele momento me perguntassem o que eu achava daquele rapaz, não iria me derreter em superlativos. Mas quando ele sorriu pela primeira vez, e a curva do sorriso foi abrindo caminho pelas bochechas e apontando para cima, em direção a dois olhões pretos e inteligentes, pensei assim: eu poderia amar esse cara.

Sinto dizer às moçoilas de plantão que não, não foi amor à primeira vista. Eu não estava loucamente atraída por ele, nem apaixonada. Não senti vontade de pular em cima e beijá-lo imediatamente, nem aquela afobação que a gente já não sabe se é paixão, desejo ou consumismo, nem imaginei ao lado dele todos os meus tão sonhados finais felizes. Eu estava calma. O amor é calmo.

Mas eu estava atenta a todas as palavras, às ideologias políticas que ele disseminava, aos comentários que fazia... notei que nem tínhamos tanto assim em comum, mas eu estava totalmente fascinada até por essas diferenças, que me pareciam tão convergentes. Eu seria uma besta se dissesse que vi nos olhos dele a mesma perspectiva. Não vi. Aliás, homem nenhum é assim tão bobo e superficial de dar bola e idealizar relacionamentos concretos em cinco minutos de conversa. Acho que nem mesmo em uma vida toda.

O que reparei foi que ele me olhava curioso: "quem é essa moça que chegou? O que ela faz? O que ela pensa das coisas?" E não houve uma frase que eu tenha dito aquela noite, um gesto que eu tenha feito, que não tenha sido, mesmo que indiretamente, para ele. Tomei cuidado para não deixar transparecer, afinal, nada menos atrativo, ao errarmos na dose, que o desejo. Mas de algum modo, ele soube, e vi que gostou daquela atenção, tão exagerada quanto disfarçada.

Desculpe dizer a essa altura  que não aconteceu nada de concreto. Nem beijos, nem flertes mais diretos, amassos ou saídas. Alguns chopes entre os rapazes, regados à conversas superficiais entre as garotas - conversas essas que eu mal podia ouvir, por estar em outra dimensão de mim mesma, embora concordasse com tudo que diziam -, algumas risadas arrancadas à fórceps com minhas piadas (e comemoradas como gols do Brasil, internamente) e, tenho certeza – no final eu tive certeza – uma mútua promessa de amor.

Eu poderia contar outras histórias, mais felizes e intensas, mais sérias, mais prolixas ou mais divertidas que essa, mas não valeriam à pena. Nós inflacionamos a felicidade. Ela está por aí, gasta, em propagandas de Campari, em outdoors de pasta de dentes, em livros, filmes, melodias e novelas das seis. Nenhuma felicidade real chega aos pés dessa que criamos. A única felicidade possível, acredito, é a promessa de felicidade. Já não há mais espaço para happy ends. Só para happy beginings. Esse é o meu. Foi domingo que conheci esse rapaz. Não tenho a menor idéia do que mais pode acontecer depois de tímidos telefonemas de três minutos, mas agradeço à vida por ter me enviado esse “presente ambíguo: uma possibilidade de amor” (…) “Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.”


Ps. A citação lá no começo e as aspas do final são da crônica Pequenas Epifanias, de Caio Fernando Abreu, que está no livro de mesmo nome, Ed. Agir.


Escrito por La Belle às 09h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/04/2008

Das Escolhas

Há alguns meses, fiz uma escolha. Mas, não consegui convencer a mim mesma de que era a melhor. Era a mais prática, a mais econômica, a mais segura. Já a melhor, não sei. Nunca soube. E isso me consumiu o pensamento por dias e noites. Muitos dias e muitas noites. Aí, como não tinha jeito, assim, a curto prazo, deixei pra lá. Relaxei e resolvi aproveitar. Consegui, mas muito não. Não tanto quanto queria e devia. Agora, vou ter a chance de escolher de novo. Não por querer, mas por ter que. A vida se encarrega de pôr as coisas no lugar. E meu lugar não é mais ali, não é mais ali, faz tempo. Ontem, a notícia me pareceu um problema. Hoje, sei que é solução. O que sinto no coração é alívio. Ainda bem que não posso fazer nada. Na-da.

Palavras sopradas pela Briza.


Escrito por La Belle às 00h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/04/2008

Eu mereço?!

Hoje a tarde eu estava estagiando no Laboratório de Pesquisas da faculdade quando...

Notei um cara usando o celular pra tirar foto da tela do computador. Das duas uma:
Ou ele nunca ouviu falar de print screen,
Ou ele estava doido pra mostrar "ólia qui legau! meo cel teim câmera!!!!"

Como minha faculdade é um antro de gente esnobe, fico com a segunda opção. Mas só porque ele passou uns 10 minutos segurando o celular bem alto pta tirar foto.


Escrito por La Belle às 02h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

31/03/2008

Caminho inverso

"A coisa mais injusta sobre a vida, é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer 1º, se livrar disso logo. Daí, viver em um asilo até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para aproveitar a sua aposentadoria. Aí vc curte tudo, bebe bastante, faz festas e se prepara para fazer a faculdade. Depois você vai pro colégio tem várias namoradas(os), vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos 9 meses de vida flutuando...... E termina tudo com um ótimo orgasmo."
 
(Charles Chaplin)
*Obrigada por me apresentar a esse texto maravilhoso, meu anjo Adriel!


Escrito por La Belle às 23h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

30/03/2008

Amuada

"Nunca Ninguém Sabe

Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar.
Por isso o meu verso tem
Esse quase imperseptível temor...
A vida é louca, o mundo é triste:
Vale a pena matar-se por isso?
Nem por ninguém!
Só se deve morrer por puro amor..."

(Mário Quintana)

Algumas poesias, que murmuro pra mim mesma às vezes quando estou aborrecida,
produzem em mim uma espécie de consolo e de saudades não sei de que.


Escrito por La Belle às 02h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]